Atei, freguesia do concelho de Mondim de Basto, localiza-se
nos limites da sede concelhia, da qual dista cerca de
nove quilómetros. Detentora de uma área
de 2.503 hectares, compreende os lugares de Bairro Novo,
Bormela, Carvalhais, Carvalhos, Cilindro, Cividaia,
Curções, Fontelas, Minhatosa, Nunelhe,
Parada, Sobreira de Atei e Suidros, tendo por limites
os concelhos de Ribeira de Pena, de Cabeceiras de Basto
e Celorico de Basto e as freguesias de Mondim de Basto
e Vilar de Ferreiros. A nascente encontra-se cercada
por uma serra que principia no Monte Farinha e termina
sobre o Tâmega.
O povoamento do território que corresponde
à freguesia de Atei iniciou-se muito cedo, como
atestam os diversos vestígios arqueológicos
descobertos nesta área. Estes vestígios
são essencialmente de ocupação
romana, facto que leva a crer que Atei terá sido
uma villa romana, cujo núcleo se situaria no
lugar da Cividaia.

Segundo documentos medievais, aqui nasceu, no ano
de 924, a Santa Senhorinha de Basto.
Nos inícios da Nacionalidade foram assassinados
em Atei sete condes por um familiar de D. Afonso Henriques.
A Bula Sua Nobis, de 1208, do Papa Inocêncio
III comprova a importância que Atei e a sua igreja
matriz tinham pela altura da monarquia portuguesa.
Nas Inquirições de D. Afonso II de 1220,
a povoação de Atei não é
referenciada. No entanto, pouco tempo depois, nas Inquirições
de D. Afonso III datadas de 1258 já surge a descrição
desta igreja.
Nos inícios do século XVI, Atei foi o
local escolhido por D. Manuel I para exilar as freiras
revoltosas do Convento de Santa Clara de Vila do Conde,
por não terem cumprido a Regra da Observância.
Este mesmo monarca, em 1514, concedeu foral a Atei,
elevando-o à categoria de sede do concelho.

No século XIX, mais concretamente a 6 de Novembro
de 1836, Atei foi extinto como concelho.
O orago desta acolhedora e bela freguesia é S.
Pedro, cuja festa é celebrada, em Portugal, no
dia 29 de Junho.
|